A análise das proteínas do cordão umbilical pode permitir a detecção da sépsis neonatal precoce – uma infecção grave que afecta cerca de 1% dos recém-nascidos, causando a morte de perto de 50%. A conclusão é de um grupo de investigadores da Escola de Medicina de Yale, nos Estados Unidos da América, que identificaram um conjunto de proteínas no cordão umbilical que estão associadas a esta infecção.
A partir da análise destas proteínas os especialistas norte-americanos descobriram os biomarcadores que podem fornecer informação-chave sobre a forma como a sépsis se desenvolve e a partir daí detectar as modificações que ocorrem na fisiologia do feto que é exposto à infecção no líquido amniótico. Com esta descoberta, os cientistas acreditam que será possível diagnosticar os primeiros sinais da sépsis e a partir daí travar a evolução dos sintomas da doença.
“A sépsis neonatal precoce é uma infecção que pode ter efeitos potencialmente devastadores norecém-nascido. Paralelamente, é também uma complicação bastante difícil de diagnosticar. Conseguir, por isso, detectar precocemente os primeiros sinais desta infecção representa um importante avanço para evitar futuras complicações. Esta recente descoberta vem provar que o cordão umbilical não traz só benefícios para o tratamento de uma diversidade de patologias como pode, inclusivamente, funcionar como um biomarcador” explica Pedro Antunes, Director Nacional da Future Health Portugal.
Os nascimentos prematuros correspondem a 75% da mortalidade infantil e a 50% deficiências a longo-prazo, tais como cegueira, surdez, displasia broncopulmonar, atrasos no desenvolvimento e paralisia cerebral. Este facto tem origem não apenas na idade gestacional do recém-nascido, no momento do parto, mas também noutros processos como os primeiros sintomas da sépsis neonatal. As grávidas que fazem parte do grupo de risco são, actualmente, tratadas com uma dose de antibióticos durante o período de gestação. Após o nascimento, os recém-nascidos passam a ser tratados com outro tipo de medicamentos.
A Future Health está presente em mais de 45 países e é o primeiro banco familiar de sangue do cordão umbilical britânico a receber uma acreditação total como banco de tecidos humanos pela Medicines & Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA), do Departamento de Saúde do Reino Unido. Recebe cerca de 1000 amostras por mês, uma média de 30/40 por dia, provenientes de 45 países. Actua nas áreas da recolha, processamento e armazenamento das células estaminais do sangue cordão umbilical (hematopoiéticas) e das células estaminais do tecido do cordão umbilical (mesenquimais).