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Hospital Rovisco Pais @ Ministério da Saúde 
Move - Veículo apresentado no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro 
Ministra da Saúde experimentou modelo inovador.

Pode ser a opção de futuro para as cidades. Não polui, é silencioso e não tem grandes custos de manutenção. O Move é usado pelos utentes do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais.

É um veículo autónomo, sem condutor, filo-guiado, que não polui e que utiliza tecnologia wi-fi ou GPRS. Estas são algumas das características do Move, um veículo que surgiu no âmbito de um projecto de investigação e desenvolvimento na área da mobilidade.

O processo que começou há vários anos está agora concretizado e é liderado pelo IPN e Mobipeople, ao qual a Critical Move se associou.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, conheceu ontem o veículo e gostou do que viu. Até deixou um desafio: “estando próximo de duas universidades, a de Coimbra e de Aveiro, era importante investir na área da reabilitação de ajudas técnicas, nomeadamente próteses e ortóteses”. Isto porque é um material de grande desgaste e se houvesse a recuperação era mais utilizável.

Modelo inovador
Mas, voltemos ao Move. Ana Jorge experimentou o veí-culo e gostou do “modelo inovador de transporte que pode andar sem que ninguém o conduza”. Esta é, declarou, “mais uma resposta aos doentes com necessidades especiais”. E conseguiu-se utilizando a ciência em conjunto com a medicina, o que permite “criar condições para dar resposta aos doentes com necessidades específicas de mobilidade”. Aliás, disse ainda Ana Jorge, a existência destes centros, como o Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, e a articulação com outras área é “muito importante”. Colocar a criatividade ao serviço das pessoas/utentes é necessário, e o Move “é um excelente exemplo”. Para este veículo ser uma realidade juntaram-se uma série de “factores, vontades e interesses” que conseguiram ir ao encontro “das necessidades das pessoas”.

Outras aplicações

Teixeira Veríssimo, presidente do conselho de administração do CMRRC – Rovisco Pais, destacou a primeira visita da ministra da Saúde ao local assim como a apresentação de um veículo que junta saúde e inovação.

Realçando que a ideia do Move não foi sua mas que foi “acarinhada pela administração do centro”. Permitirá “potenciar melhor” a qualidade dos cuidados que são disponibilizados na unidade de saúde localizada na Tocha. Outro aspecto destacado prende-se com o facto de serem carros ecológicos “e isso é muito importante num hospital”.

O Move foi testado no complexo do Centro de Medicina de Reabilitação, que se distribui por vários edifícios, é pré--programado e tem uma via dedicada, podendo transportar até quatro doentes nas respectivas cadeiras de rodas e ainda alguns utentes de pé.

A aplicação na Tocha trata-se um caso in extremis de utilidade pública. O iParque, em Coimbra, é outro dos locais onde poder-se-á vir a instalar. Depois pode também sê-lo em parques industriais, aeroportos, golfe&resorts, hospitais, parques naturais, centro das cidades. A Critical Move focaliza-se nestes nichos de mercado, já que são os que poderão receber o veículo. As cidades só daqui a algumas décadas. Não estão preparadas para receber este tipo de tecnologia. Não há normas que permitam utilizar estes veículos na via pública.

Dimensões

4.656 metros de comprimento

1.851 metros de largura

2.274 metros de altura

0.2 metros de altura do veículo ao solo


Performance

10 quilómetros por hora de velocidade recomendada

60 quilómetros por hora de autonomia

8 lugares em pé

4 cadeiras de rodas

3 metros de largura mínima da faixa

8 metros de raio de viragem

Fonte de Informação:
Diário As Beiras, escrito por Rute Melo